s. m.
1. Termo, cabo, remate; conclusão.
2. Extremidade.
3. Morte.
4. Resultado.
5. Escopo, desígnio, alvo.
6. Lóg. Causa.
ao fim e ao cabo: afinal, no fim de contas.
em conclusão: para concluir.
no fim de contas: por último, finalmente.
[Finalmente?] Enfim.
domingo, 11 de abril de 2010
quinta-feira, 1 de abril de 2010
Desfechos
[... E começos?]
Os sentimentos estão lá? Por que não se doem? Nem se manifestam.
“A que ponto chegamos?” – tento responder. Vou na contramão desta resposta. Mas isso porque apenas eu posso agüentar o que ela traz consigo. Peço estar errada. Peço estar em confusão e atordoada por ressentimento. Que seja isso. Seja isso sim!
Ao caminhar desenfreadamente sem rumo e sem pressa, sinto o perfume teu vir me provocar. Me invade o peito – E agora não sei se falo daquele outro que bate ou organicamente de meu pulmão.
Não é mais você o ar que eu respiro? Não quer ser mais aquilo pelo qual bate meu coração?
Fui eu? Foi você. Lutei contra mim, por você. Advoguei em teu nome até me condenar. Então por que hoje se substitui a pessoa que personifica meu ar?
Me ama no peito? Sente, em você, a inundação deste belo sentimento? Então por que não tem jeito? Mesmo depois de passado tanto tempo.
Presumi ter ensinado parte daquilo que julgo ser amor. “Mas amor não se ensina” – Isso, em minha cabeça, é que eu deveria por.
Tenho sono. É cansaço? É enjôo? O que é mal cansa. O que é bom enjoa. O contrário de ambos também vai acontecer e não importará o quanto doa.
Quando a árvore de decisões parar de crescer será tarde demais. Dali virão apenas frutos – conseqüências. A vontade mais profunda pede que os caminhos se traduzam em paz. Que tudo que cair dali alimente e dê a medida exata da satisfação. Ironia: pedido tão simples que não se realiza nem à base de oração.
Perdão, meu deus, comi da árvore proibida – das decisões. Soube amar, mas não soube ser amada – Não daquela maneira. E vejo que os galhos – ou decisões, se preferir - foram configurando um desfecho. Me alimentei, egoísta, desta árvore. Os galhos agüentarão minhas medidas?
Árvore proibida. E gula... Pela própria árvore.
- Deus, vai me tirar do paraíso submundo do amor?! Ou só me flagelar de fome... De amor?
Minhas punições? Meus julgamentos tão inferiormente divinos? Que a sanção escolhida seja a que for. Insisto em não arrepender-me de ser leviana, pagã e mundana. Cada deslize foi em nome do amor. Que meu hedonismo não me abandone nem em morte. E que no vale das sombras eu caminhe sobre minhas próprias pernas, longe de precisar da fé que outros julgam ser sorte.
Sozinho - Caetano Veloso/ Olhos Certos - Detonautas/ Nada por mim - Kid Abelha
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
Agonia.
Eu me tranquei no quarto e coloquei uma música que me lembra você.
Revirei suas lembranças, mesmo depois de todas eu abdicar.
Mas isso não é justo.
- Mais injusto ainda é não poder te amar.
Eu quis ter uma epifania. Encontrar um êxtase pra ter. Não sabia se de felicidade ou se era mais certo o de sofrer.
Eu não sei com que direito, te tomei tanto assim pra mim...
Porque agora é inevitável, penso mais em você do que nesse inacabado fim.
E agora quantas besteiras? Nossas vidas parecem correr.
Mas é incrível porque sinceramente sei me alegrar, mas ainda sei bem como é sofrer.
O mais irônico é que nada disso importa. Pela primeira vez desde que cedemos a essa ilusão, estamos mais distantes do que nunca; nem se quiséssemos e gritássemos, ouviríamos algum perdão.
Nós nos deixamos? Você parou de me amar? Responda!
Mas não me pergunte, vou falhar, porque agora eu só sei não saber.
Te juro que acho engraçado a maneira como não me foco em você quando estou acordada, mas é só fechar os olhos que meu inconsciente vem me pregar essa armadilha premeditada. Mas é claro que meu cérebro me vence, oras, se me vence meu próprio coração. O problema não é o problema, o problema é não ver a solução.
Confesso também que desconheço suas decisões. Admito que até fiquei feliz quando soube que não se desfez de certa lembrança minha. Mas eu não sou boba. Você vai agüentar tudo isso sozinha.
Revirei de novo tua vida, e vi algo que da última vez espancou-me de ciúmes. Eu li de novo. Encarei o nome. Encarei sem medo, desta vez, aquele nome que um dia foi faísca para uma combustão de ciúme. Então parei. Fitei meu próprio interior agora. E aquele ciúme? Foi embora. Alívio? Satisfação? Prazer? Inconformidade? Incompreensão? Não, nenhum desses. Só aquela agonia do começo. Perdão, minto. Agonia do começo não. Agonia de sempre.
DA MATA, amanda.
Revirei suas lembranças, mesmo depois de todas eu abdicar.
Mas isso não é justo.
- Mais injusto ainda é não poder te amar.
Eu quis ter uma epifania. Encontrar um êxtase pra ter. Não sabia se de felicidade ou se era mais certo o de sofrer.
Eu não sei com que direito, te tomei tanto assim pra mim...
Porque agora é inevitável, penso mais em você do que nesse inacabado fim.
E agora quantas besteiras? Nossas vidas parecem correr.
Mas é incrível porque sinceramente sei me alegrar, mas ainda sei bem como é sofrer.
O mais irônico é que nada disso importa. Pela primeira vez desde que cedemos a essa ilusão, estamos mais distantes do que nunca; nem se quiséssemos e gritássemos, ouviríamos algum perdão.
Nós nos deixamos? Você parou de me amar? Responda!
Mas não me pergunte, vou falhar, porque agora eu só sei não saber.
Te juro que acho engraçado a maneira como não me foco em você quando estou acordada, mas é só fechar os olhos que meu inconsciente vem me pregar essa armadilha premeditada. Mas é claro que meu cérebro me vence, oras, se me vence meu próprio coração. O problema não é o problema, o problema é não ver a solução.
Confesso também que desconheço suas decisões. Admito que até fiquei feliz quando soube que não se desfez de certa lembrança minha. Mas eu não sou boba. Você vai agüentar tudo isso sozinha.
Revirei de novo tua vida, e vi algo que da última vez espancou-me de ciúmes. Eu li de novo. Encarei o nome. Encarei sem medo, desta vez, aquele nome que um dia foi faísca para uma combustão de ciúme. Então parei. Fitei meu próprio interior agora. E aquele ciúme? Foi embora. Alívio? Satisfação? Prazer? Inconformidade? Incompreensão? Não, nenhum desses. Só aquela agonia do começo. Perdão, minto. Agonia do começo não. Agonia de sempre.
DA MATA, amanda.
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
Que ironia, Vida. Que ironia.
Eu diria que chegou a ser engraçada a forma como os fatos se relacionaram; mas quando o assunto morte envolve-se a qualquer outro, não há como julgar nada engraçado. A verdade é que nem sério se encaixa. Talvez o termo seja triste mesmo. Eu não sei. O que me invade é a inconformidade. Inconformidade com a morte. Ah, sim... A ironia:
Terça feira comecei a ler A Cabana, um livro de ficção que fala, em suma, sobre Deus. Um enredo, onde um homem perde sua filha caçula, Missy, para um possível assassino em série de meninas, do perfil da garotinha. Com o desaparecimento e morte da filha, Mackenzie, o pai, se vê bombardeado por dúvidas e questionamentos. Apontando em Deus, erros e falhas, como permitir a morte sem sentido, sem culpa, de sua tão amada filha.
Aí é que está. Achei irônico. Estar lendo um livro com essa temática e um caso de morte sem sentido abater-se sobre a família; um assassinato. Numa tarde comum, você sai até a rua, procurando sua mãe. E a encontra. Estirada no chão. Perfurada na cabeça, no peito. A menina segura o corpo da mãe, pelos braços. E implora: ‘Mãe, levanta! Levanta, mãe!’.
Será que a intensidade do pedido causada pela dor da filha, agora desolada, teve alguma serventia? Será que comoveu Deus? Será que os gritos foram tão altos que a mulher pôde levantar-se do sono da morte e refugiar-se em casa? Não. Não pôde.
Não me levem a mal. Não estou querendo cutucar as crenças dos outros. Nem incitar o questionamento de se Deus existe. Ou ainda como ele, mergulhado em seu amor genuíno de pai, pode permitir a morte fria de seus filhos. Desculpem. Mas a verdade é que eu não sei o que estou querendo. A morte me abate de uma maneira. Eu fico... Lesada.
Bom, o livro justifica essa permissão no fato de esse ser um mundo que não está, de fato, nas mãos de Deus. E, como eu já estudei sobre esses conceitos, compreendo essa visão.
Mas perder é uma coisa tão inaceitável. A morte dá um desespero. Ainda que seja o descanso eterno. Ainda que quem morra esteja melhor do que quem vive nesse mundo onde nos sujeitamos ao risco de morrer inconseqüentemente, todos os dias. Eu preciso crescer. Mas não sei se crescer me permitirá aceitar melhor esse tipo de perda. E, agora, isso causa tanta confusão na minha mente. Como se não bastassem minhas próprias dúvidas, isto é, as que já cultivo.
Deus. Vida. Morte. Justiça? Impunidade. Consciência? Direito. De que me adiantará persuadir em nome de quem quer que seja? Não vou ressuscitar ninguém.
Eu queria entender. Ou não. Talvez, eu já entenda. O que me falta, hein? Deus? Pode me responder? Sinto respostas que só podem ter vindo de mim. E eu vou terminar essa leitura e discutir comigo mesma tudo o que me vier à mente. Mas e depois? Será que eu vou estar... Conformada? E eu nem sei se quero ser conformada. Percebi que hoje não tenho convicções. Sou dúvidas. E, portanto, não sei nem como terminar.
LUTO. Lena, você não foi perfeita - Quem é, afinal? -, mas deixou uma filha, sua mãe e seus familiares que com certeza, independente de suas imperfeições e qualidades, sentirão sua falta; e já a sentem. Não, você não pode me ouvir, nem acessar meu blog. Estou falando comigo mesma. Ou será que Deus está me ouvindo? Mais uma vez: eu não sei.
http://home.dgabc.com.br/default.asp?pt=secao&pg=detalhe&c=1&id=5782964&titulo=Mulher+e+assassinada+em+frente+de+casa+em+Maua
Terça feira comecei a ler A Cabana, um livro de ficção que fala, em suma, sobre Deus. Um enredo, onde um homem perde sua filha caçula, Missy, para um possível assassino em série de meninas, do perfil da garotinha. Com o desaparecimento e morte da filha, Mackenzie, o pai, se vê bombardeado por dúvidas e questionamentos. Apontando em Deus, erros e falhas, como permitir a morte sem sentido, sem culpa, de sua tão amada filha.
Aí é que está. Achei irônico. Estar lendo um livro com essa temática e um caso de morte sem sentido abater-se sobre a família; um assassinato. Numa tarde comum, você sai até a rua, procurando sua mãe. E a encontra. Estirada no chão. Perfurada na cabeça, no peito. A menina segura o corpo da mãe, pelos braços. E implora: ‘Mãe, levanta! Levanta, mãe!’.
Será que a intensidade do pedido causada pela dor da filha, agora desolada, teve alguma serventia? Será que comoveu Deus? Será que os gritos foram tão altos que a mulher pôde levantar-se do sono da morte e refugiar-se em casa? Não. Não pôde.
Não me levem a mal. Não estou querendo cutucar as crenças dos outros. Nem incitar o questionamento de se Deus existe. Ou ainda como ele, mergulhado em seu amor genuíno de pai, pode permitir a morte fria de seus filhos. Desculpem. Mas a verdade é que eu não sei o que estou querendo. A morte me abate de uma maneira. Eu fico... Lesada.
Bom, o livro justifica essa permissão no fato de esse ser um mundo que não está, de fato, nas mãos de Deus. E, como eu já estudei sobre esses conceitos, compreendo essa visão.
Mas perder é uma coisa tão inaceitável. A morte dá um desespero. Ainda que seja o descanso eterno. Ainda que quem morra esteja melhor do que quem vive nesse mundo onde nos sujeitamos ao risco de morrer inconseqüentemente, todos os dias. Eu preciso crescer. Mas não sei se crescer me permitirá aceitar melhor esse tipo de perda. E, agora, isso causa tanta confusão na minha mente. Como se não bastassem minhas próprias dúvidas, isto é, as que já cultivo.
Deus. Vida. Morte. Justiça? Impunidade. Consciência? Direito. De que me adiantará persuadir em nome de quem quer que seja? Não vou ressuscitar ninguém.
Eu queria entender. Ou não. Talvez, eu já entenda. O que me falta, hein? Deus? Pode me responder? Sinto respostas que só podem ter vindo de mim. E eu vou terminar essa leitura e discutir comigo mesma tudo o que me vier à mente. Mas e depois? Será que eu vou estar... Conformada? E eu nem sei se quero ser conformada. Percebi que hoje não tenho convicções. Sou dúvidas. E, portanto, não sei nem como terminar.
LUTO. Lena, você não foi perfeita - Quem é, afinal? -, mas deixou uma filha, sua mãe e seus familiares que com certeza, independente de suas imperfeições e qualidades, sentirão sua falta; e já a sentem. Não, você não pode me ouvir, nem acessar meu blog. Estou falando comigo mesma. Ou será que Deus está me ouvindo? Mais uma vez: eu não sei.
http://home.dgabc.com.br/default.asp?pt=secao&pg=detalhe&c=1&id=5782964&titulo=Mulher+e+assassinada+em+frente+de+casa+em+Maua
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
Eu te amo - CBH
Eis o pedido.
Agora concedido.
E aquilo me inundou em uma emoção que eu não sabia que podia desaguar sobre mim. Não sei o que houve. Não pode ser sensibilidade a flor da pele. Foi simples o que pedi. Será que me remeteu a algo? A alguém? Eu não sei. E suponho que prefira não descobrir. Não nego a mim o que em algum milésimo da ocasião tomou meu pensamento. Eu não sei se devo. Mas o dever sempre foi tão miserável quando comparado ao desejo. Mas não! Não pode ser desejo. Foi só emoção. Foi só emoção. Eu preciso repetir, eu quero ouvir. Me obrigo a acreditar. Foi só emoção. Só mais uma besteira desse coração. Foi só emoção. Essa é a verdade. Se for mentira, não há perdão. Foi só emoção.
- Então agora cale o que sentimento.
- Que sentimento! Não existe sentimento, foi só emoção.
- Raios, será que dentre todas as pessoas desse mundo, só a ti mesma não consegue enganar? Agora respire e tome, novamente, para si o controle. Não há necessidade de mascarar-se, você sabe que não quer fingir. Não sabe se pode fingir. Pouco te importa o mundo. Se for pra fingir, vai fingir pra si. Ah, paremos com isso, vai. Por que se atordoar por tão pouco? Não perca tempo enlouquecendo a sós. Se deseja a loucura, vá causá-la em qualquer um na rua. Enlouquecer sozinha não vale à pena. A vida é um espetáculo cheio de peripécias que exige mais que platéia, intima público fiel.
- Foi-só-emo-ção.
- Faça-me novamente aquele favor: aja como se nenhum pensamento estivesse hesitando em perturbar e siga com a vida que quer viver sem pensar.
' Ah, se ao te conhecer
dei pra sonhar, fiz tantos desvarios.
Rompi com o mundo, queimei meus navios.
Me diz pra onde é que 'inda posso ir ♫ '
sexta-feira, 26 de junho de 2009
Cem anos de perdão.
[...]
Eis-me afinal diante dela. Paro um instante, perigosamente, porque de perto ela é ainda mais linda.
[...]
Nunca ninguém soube. Não me arrependo: ladrão de rosas e de pitangas tem 100 anos de perdão. As pitangas, por exemplo, são elas mesmas que pedem para ser colhidas, em vez de amadurecer e morrer no galho, virgens.
Eis-me afinal diante dela. Paro um instante, perigosamente, porque de perto ela é ainda mais linda.
[...]
Nunca ninguém soube. Não me arrependo: ladrão de rosas e de pitangas tem 100 anos de perdão. As pitangas, por exemplo, são elas mesmas que pedem para ser colhidas, em vez de amadurecer e morrer no galho, virgens.
Clarice [MINHA MUSA E NENHUM POUCO MACABÉA] Lispector.
quinta-feira, 11 de junho de 2009
Mais uma lição
'Nem faço do meu presente uma espera do futuro'. Uma certa tia me falou isso numa conversa. Achei o máximo. Essa fala me deu beira para uma auto-avaliação. Que resultou numa, ligeira, sensação de hipocrisia. Daqueles hipócritas inconscientes, sabe? Veja bem. Eu prego e me valho do bom carpe diem, contudo pude constatar que em alguns momentos não há um real aproveitamento da minha parte. Cruamente, a verdade é que me vi fazendo do meu presente uma espera do futuro; e, convenhamos, isso não é mesmo aproveitar o dia. E essa reflexão foi mais além. Presumo que possua as caracteríscas essenciais pra exercer de forma ortodoxa meu carpe diem: eu aprecio ariscar e, de fato, não me arrependo de nada do que faço, nem que eu venha a ver o ato como a maior burrada da minha vida, eu não me arrependo. Acho o arrependimento desnecessário. Não dá pra mudar nada mesmo e você ainda toma lições de seus erros. Se arrepender pra quê? - Pra alcançar o perdão divino? Hum... er. Bom essa já é uma outra questão...
Saber arriscar e não se arrepender são dons que sinto em mim. E acho que era isso que me faltava. Ainda que eu não vivesse sob regras [e já fosse muito libertina], não tinha percebido que permitia que alguns dos meus mais profundos desejos limitassem a plenitude de outros. A vida é tão rara para ficar se impondo barreiras. Eu não vou viver fazendo do meu presente uma espera do futuro. A vida é agora, e 'é muito pra ser pouco'. Desejar que algo aconteça não precisa ser a tortura durante a espera.
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