sexta-feira, 28 de maio de 2010

Fascinação

Eu nunca precisei tão pouco e tanto de você.
Eu quase não tenho sofrido; mas, às vezes, parece impossível tentar te esquecer. Sinceramente, não o tento. Você dá um jeito de aparecer mesmo quando deveria estar em outro país... E agora, não que importe, mas é exatamente tudo que eu sempre quis.
A tua sedução teima em ser perfeita. E se mostra na paciência que tem em se revelar.
A solução é que mesmo quando só te espio meia face, para mim, já está claro o porquê de todo esse fascinar.
Passaria a noite toda olhando pra você, descobrindo mais detalhes onde já cansei de olhar. E, na verdade, só me dando mais desculpas, mais maneiras de eu me justificar.
Desde o crepúsculo até a não-esperada aurora, aprecio cada instante, cada brilho que vem de ti, cada tudo que é tão perfeito porque goza da tua hora.
E quanto tempo já tem esse fascínio? Confesso que, às vezes, cedo e digo te amar. Mas é que quando escurece, tudo se submete ao teu domínio e... Quem sou eu pra recusar?
As estrelas ainda te seguem, mas, quem dera!, jamais poderão te acompanhar. O teu brilho indecisão é o que te faz tão singular.
Mais majestosa ainda fica, quando sem estrelas, sozinha reina no breu.
Será que daí de cima ouve o coração que deseja ser teu?
Que a noite passe e meus olhos venham se incomodar.
Que o astro rei domine e deixe-se enganar.
Quem impera em sedução e absolutiza em si a perfeição é a dona desse tão incomparável LUAR.

DA MATA, Amanda.

Teu sorriso prende, inebria, entontece
És fascinação, amor