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sábado, 9 de julho de 2011

Preciso voltar. Eu quero.

sábado, 27 de novembro de 2010

Você já se apaixonou por uma estrela?

Ou por qualquer outra coisa que não pode ter? E que não deveria querer? E que não é certo? E que é errado? Ou que simplesmente não pode e ponto? Sem explicação, assim mesmo. Não pode. Você já? Já se apaixonou por uma estrela? E esperou que todos os dias fossem noites só pra vê-la brilhar? Implorando que a luz se perdesse logo para que ela pudesse se mostrar do jeito que nunca deveria deixar de ser? Você já? Desprezou a luz do sol? Se ofendeu com todas essas lâmpadas e velas de brilhos falsos? Preferiu ficar no escuro a se iluminar por qualquer outra faísca que fosse? E passou noites sem piscar os olhos só pra ver sua estrela piscar? Mas, mesmo assim, teve medo de que, se piscasse, se apagasse e não brilhasse mais? E já sentiu revolta e raiva por ter que esperar o dia ir pra poder ver aquela por quem você não sabe esperar? Você já pensou que todas as noites são pequenas demais? Todas elas juntas! Pequenas demais. Você já se apaixonou por uma estrela e por amá-la soube agüentar todas as claras horas que separam vocês? E já se perguntou como podia ter certeza de que aquela, justo aquela!, era a estrela certa? Era a sua estrela? E como fazia pra não perdê-la? E pra encontrá-la? E pra acreditar que ela brilhava pra você? Pra acreditar que, mesmo ao brilhar em outro céu, era por você que ela brilhava? E, dessa vez, como fez pra não deixar a Lua com ciúmes? Como fez pra ela não pensar... Bem, as coisas que qualquer um pensaria? E o que disse às outras estrelas? E o que fez com estas, outras menos afortunadas, para que não se atrevessem a, ao menos, tentar ofuscar a estrela que era tua? O que fez? O que disse aos terráqueos que não acreditaram no seu amor? Você não se importou com eles? Sabia que o foco era uma coisinha brilhante e que era esta que deveria ocupar seu tempo e toda atenção de suas palavras? Que era esta que já não ia se apagar? Sabia que muitas outras tinham se apagado e se convertido num abismo de escuridão? Mas que a sua...
Você já se apaixonou por uma estrela? Eu não.

Conversa de um.


Tinha pensado em algumas palavras. Palavras que eu não posso dizer. Não! São palavras que eu não devo pensar... O que eu faço? Calo e restrinjo minha sanção... À própria moral?
- Que moral? – Cutucou, sarcástico.
O que fazer então com todas aquelas palavras eu não sei. E se eu escondesse que a última coisa que eu pensei antes de dormir era que você é a última coisa que eu penso antes de dormir? E então se eu negar que todas as gotas confusas da chuva, não importa em que ritmo caiam, sempre, aos meus ouvidos, estão sussurrando seu nome, me ajudando a clamar por você? E então se eu fingir que minha memória olfativa suportaria esquecer a essência do perfume que é teu, ainda que senti-lo faça com que esse corpo beire a perda do controle que tanto aprecia beirar? Se eu fingir que não me inebria? Que me faria cair em sono profundo, se, na verdade, não me dispusesse a maior das disposições? E se ao invés de não dizer, não pensar, esconder, negar, fingir, eu realmente não sentir estas coisas imorais? Será que, no fim, isto seria amar menos você? Será que me confundiria em meu próprio personagem? Será que, em algum lugar de mim, não estaria eu mesma te amando como se tudo de mais livre fosse?
- Mas quantas perguntas... – Comentou num tom cansado para que eu não o obrigasse a responder.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Erros são tatuagens na pele da vida.

terça-feira, 13 de julho de 2010

See you later, Vitória.

Cheguei em casa com dores fortes de cabeça. E já sofrendo por uma saudade que ainda vai me assolar. Fomos até a casa da Vitória. Vimos os depoimentos de seus amigos, seus votos de felicidade. Acabamos nos emocionando. E eu, particularmente, já estava emocionada desde o início. Ficamos ali pelo fim da tarde e confesso que minha participação foi discreta, eu preferi apenas observar aquele ambiente armado da luz daquela garota, que logo iria partir e nos deixar por algum tempo. Vimos o vídeo pela segunda vez e pela segunda vez, ela disse que se arrepiou ao me ouvir. Fiquei contente em perceber que passei a mensagem que pretendi. Bom, o fato é que na hora da despedida final, mais uma vez, não me importei em deixar algumas lágrimas caírem. Okay. Não foram algumas lágrimas. Eu chorei razoavelmente.
O fato é que foi o último abraço e as últimas coisas que eu tive pra dizer pra você. Até a volta. Vitória, eu não sei se você vai ler isso aqui, viu. Mas você sabe como eu preciso externar algumas coisas. E eu estou tentando não externar as lágrimas, pelo menos, enquanto externo essas palavras.
Eu realmente fiz toda uma retrospectiva na minha cabeça. Poxa, Vi, quantas coisas eu consegui me lembrar. De quantas eu me dei conta. Lembro de acabar as aulas e ficar esperando com você. Das nossas conversas, você ali, sendo o apoio. Sempre destacando como me achava madura, por mais que sempre me chamasse de Pequena. Lembrei daquele aniversário meu, que passamos na sua casa, no meio da semana, fazendo um trabalho da escola... Das nossas brincadeiras que acabaram sendo meio de mau gosto e te fizeram ficar com medo, chorar. Enquanto eu estava bem, segura, com coragem. Com toda a coragem que eu sempre quis passar pra você. A fase emo que eu comentei no vídeo, então. Acho que até hoje você vê aquilo com um pouco dos olhos da época. Você sempre tão atenciosa, preocupada. E de um jeito tão singular. Que sempre soube ser os ouvidos que um amigo precisa e, ao mesmo tempo, a fala descontraída, a risada contagiante. Enfim, me lembrei de algumas coisas mais. Só que estas já são bem simbólicas pra mim.
Sua viagem já chegou. E não há dúvidas de quanto ela foi merecida. Hoje ao te ouvir falando das coisas que teve que passar na loja... Você vê sua força, Vitória? Sua determinação? Eu vejo. Todos nós vemos. Saiba que muitas dessas lágrimas que caíram são de felicidade. Costumo dizer para os meus amigos que a felicidade deles é muito minha. Vou sentir sua falta e já estou sofrendo por antecipação. Mas estou transbordando felicidade. Essa mesma felicidade que está aí em você.
Quando a saudade apertar, veja o vídeo, tente se lembrar dessas palavras. Mas, principalmente, viva os momentos de lá. Eu quero que você viva intensamente, na Austrália, cada minuto desse fuso horário que vai nos separar por um tempinho. Carpe Diem todos os dias! Eu não consegui dizer que te amo na hora do até logo. Mas é um fato. Eu amo você, Vitória. E de lá mesmo, se precisar de alguma força, lembra que a minha é toda sua! Boa viagem e já estou esperando você voltar.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

A minha versão da mesma parte da história

O segundo dia 15 se aproximou e dessa vez eu tive que ser lembrada. E pensar que quem nos alertou o primeiro fui eu. Claro que naquela altura eu não sonhava em ouvir ‘Um mês de que?’. Mas não foi problema. Eu sei que você só estava me dando as dicas do jogo. O fato é que o primeiro 15 se passou e passou na presença unida de cada uma de nós. E, por fim, passou bem.
Mas deixemos o primeiro e o que houve depois dele e nos concentremos diretamente no segundo.
O dia começou numa tensão que foi despejada sobre mim. A tarde iniciou-se na tensão continuada e aumentada, como se não fosse bastante tê-la. Tensão por ouvir que naquela tarde tanta coisa podia voltar, determinar ou, simplesmente, se findar de uma vez por todas. Na verdade, a tensão só se completava no fato de ser algo importante que eu prezo, me preocupo e, agora que já passou, sei que quero alimentar da maneira mais saudável que puder. A tarde passou e de peripécia e espetáculo teve o que sempre tem. Foi lindo, inevitável e determinante - que era mesmo uma das possibilidades inerentes.
Desde cedo a Lua já dividia o céu com sol, mas é óbvio que em nenhum momento dividiu a minha atenção.
Eu cheguei tensa na faculdade, não passava o ar porque tinha pensamento demais atrapalhando. Antes de entrar no laboratório, eu olhei o ambiente, afinal, a tendência era a tensão e o que quer que fosse todo o resto continuarem me assolando. Eu entrei. E acho que dava pra desconfiar que eu não estava... Normal?
As aulas se iniciaram e eu comecei a falar do que tinha acontecido pela tarde. Você sentada na minha diagonal. Eu tinha a impressão de que, pelo menos, um pouco da sua atenção estava em mim, mesmo que com o fone e escrevendo – o que eu jurava que era o trabalho de filosofia. Eu continuei falando e, de repente, você passou como o vento e saiu da sala. Cogitei ir atrás de você. Mas falar o quê? Se você tinha ouvido algo incômodo não era nada que eu ia poder desmentir. Fiquei. Você voltou. As aulas terminaram e você me deu as chaves que já tinha oferecido anteriormente no começo da noite. Perguntei se podíamos ir abrir juntas. Você disse que não queria ver a minha reação ao pegar tudo que estava lá. Pedi pra subir com você, não dava pra quebrar o ritual, não é mesmo? Fomos.
Antes de sair do carro, coloquei a mão sobre o bolso. A chave estava lá. Você foi embora e eu voltei. Eu saí, desci as escadas e resolvi passar no banheiro antes de ir até o armário 13 verificar o que quer que fosse – Falta de pressa? Indiferença? Ou eu estava apenas me dando mais tempo? Mistério.
Fui em direção aos armários. Tive uma alta brusca na ansiedade quando vi que era um dos últimos. Abri.
Ali estava a rosa apoiada nas paredes do pequeno armário que nunca ousou cogitar guardar algo tão mais profundo que aqueles livros. Embaixo dela, a folha com a letra de Luíza escrita a mão; mas que era essa música eu só percebi depois. Eu tirei a bela flor e a carta, peguei a chave e entreguei à biblioteca. Não tinha colocado os olhos sobre o papel ainda.
Fui pelo canto do corredor, andando devagar pra ter tempo de ler. Aos poucos, mas de forma intensa, aquelas palavras iam me invadindo. A sala ia ficando cada vez mais próxima e as lágrimas mais também. Eu só percebi bem no fim do corredor que lia escorada nas paredes e que tinha começado a chorar. Aquele choro quieto de quem sente dor, de quem sente a tristeza chegar. Mas o fator predominante é que eu tinha ficado emocionada. Aquilo tinha sido lindo. Muito.
Quando as palavras da carta acabaram, eu já estava frente à porta da sala e num impulso entrei. Meus olhos molhados, a rosa e a carta na mão. Sentei. Ninguém perguntou como eu estava; não foi preciso e, certamente, faltou coragem. Cuidadosamente, coloquei a rosa embaixo da mesa, sobre aquelas grades frias. E o texto sobre a mesa. As palavras do professor batiam nos meus ouvidos e refletiam-se para fora. Eu peguei o celular, instintivamente pra ver as horas. Uma mensagem sua. Eu olhei para o texto. As lágrimas, desesperadas, queriam sair. Tinha acabado de sentar e já saía da sala de novo. Fui pra fora e comecei a responder você - E essa foi a mensagem que você viu você sabe quando.
Respirei o máximo de ar que pude. Busquei o máximo de tranqüilidade pra me acalmar. É que naquele dia tinha acontecido tanta coisa. Foi difícil lidar com tudo de uma só vez. Sem mencionar todas as outras acumuladas que surgiram empilhadas.
Voltei pra sala. A aula logo acabou. Ainda dei um tempo na faculdade, conversando e conseguindo rir. Voltei com a cabeça em todos os lugares. Fiz aquela atualização rotineira do caminho de volta pra casa. Outra mensagem. Um aviso: post novo pra ler.
Meu coração ficou tão apertado. Aconteceu tudo que eu disse, exatamente com as mesmas palavras, que não ia acontecer. A verdade é que, às vezes, nós pensamos que sabemos tudo sobre nós – Afinal, quem saberia então? – Mas não. Não é bem assim.
Meu dia terminou exatamente como eu disse que terminaria.

Não vou usar a expressão por um lado, porque eu estava perimetralmente feliz. Mas me dar conta de que alguns desfechos não tão confortáveis me tinham como fundamento não foi lá aquelas coisas.

A carta está guardada na minha caixa de lembranças. A rosa já murchou, mas ainda não perdeu a vida. Vou guardá-la com carinho, porque é exatamente o sentimento que eu nutro por você. Nós acabamos não terminando o seu jogo, mas não tem por que simplesmente entrar em casa. Por mais que já seja hora de começar a falar sério e tudo mais. Eu ia dizer que agora o jogo é diferente. Mas não tem mais jogo. Meu verdadeiro eu já empossou e impera como quase sempre foi.

Eu espero sinceramente que já não queira me matar dentro de você e me expulsar do seu coração – Keep in, lembra? Eu acredito fielmente que dá pra gente continuar bem. Você pode tanto contar comigo! Está só em nossas mãos fazer dessa a melhor fase, você pode acreditar que, com certeza, essa é a minha meta pra nós.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

You could be mine tonight ♫

No céu é uma tira, mas sozinha ocupa meu coração inteiro. Não é nada que eu não possa ter e ainda assim quer ser dona de meus devaneios. De fato, não a tenho. Mas como é que poderia ter lhe ainda mais? Será possível viver em sua órbita? Ou até mesmo residir em sua luminosidade? Teu solo imperfeito, moldado nos defeitos exatos pra me fazer te amar.
Insisto em procurá-la quando não está lá e, incansavelmente, imploro que me aceite quando não quer me deixar te olhar.

Sabe que não sou tão reles. Mas perto de você, argumentar o quê? Argumentar nada. Apenas suplicar que fique ao meu alcance. E nem precisa ser das mãos; pode ser dos meus olhos. Permita, vossa majestade de tudo que é belo, que em ti eu possa me perder. Mas me perder sem tirar os olhos do que for você, para que só assim eu possa aceitar esse labirinto sem término, tão impossível de negar, mas tão simples de sair. Será que pode subir ao topo a fim de que seja mais fácil te olhar?

Se não quer que eu te ame, por que permite que eu me fascine? E me aparece, a cada dia, mais bela – mesmo que no dia anterior eu tenha pensado que a partir dali já fosse impossível.
Que eu morra agora: continuará sendo minha. Porque isso se verifica na tua vivência e no teu perdurar. Na tua ousadia correta de poder brilhar sem mim. Já eu, meudeus!, em que nada me tornaria sem você? De certo que um nada tão pouco que não há o quê dele dizer.

- Menina, venha ver a Lua.
- Ela... – hesitou a pequena – está sorrindo?
- Sim, ela está. Sorrindo e, sem você notar, seduzindo você.
- E... Por quê?
- Sorrindo porque está seduzindo. E seduzindo porque outra coisa não saberia ser.