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quinta-feira, 20 de outubro de 2011

1, 2, 3.

Testando.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Bom me ver de novo!


Faz tanto tempo que eu não venho aqui. Faz tanto tempo que não venho até mim. E me encaro e me testo. Esse, afinal, é o meu normal: me ferir fundo demais pra ser capaz de me dar um intervalo. E voltar, assim, meio sem jeito. Meio sem querer voltar. O que é? Quem não sabe que eu enjôo de mim sempre depois que bato com a cabeça na parede [reiteradas vezes até perceber que estou batendo]? É ridículo. Ué. Na hora eu não percebo. E agora que já faz um tempo eu não percebo também. Isso de não se arrepender tem umas boas vantagens.
De qualquer forma, pra me distanciar de mim, além de me calar, eu traços meus caminhos pela via contrária do que, costumeiramente, traçaria.
Pessoas e corações, brinquedos que ficariam muito bem na minha estante.
Meu próprio coração. Uma coisa que eu me limito a usar simplesmente pra bombear este sangue que já não ferve por ninguém.

Tenho vivido pelas minhas próprias regras. Às vezes, eu revogo todas pela instauração de uma anarquia pessoal generalizada.
Se forçam muito a barra, meu sentimentalismo, agora tão barato, cede e um egoísmo-válvula-de-escape rege as situações. Paciência que eu nunca tive hoje é lembrança do que nunca foi.
Isso tudo soa tão dramático. E não é. Tudo o que não tem aqui é drama. Muito pelo contrário. Dessa vez, não entrou por um ouvido e saiu pelo outro. Eu entendi que minha intensidade é um erro. E justamente por isso não estou sofrendo. É engraçado. Porque eu sofria antes. Sofria quando tinha motivos pra sofrer. Depois que acabaram, eu pareci esquecer as coisas que doíam e só lembrar as que me fizeram feliz. Eu detestava. Porque me faziam querer viver de novo. Então eu me forçava a lembrar o porquê de cada ferida, pra ver se assim passava aquela vontade de viver mais e de novo. Depois de um tempo eu vi que isso era uma bobagem. Que estupidez! Ficar remoendo as coisas que doeram. Foi então que eu parei de tolher as lembranças boas. E a dificuldade de lembrar as más foi ficando cada vez maior.
Hoje eu só lembro os momentos que fizeram bem. E isso me faz bem. Por incrível que possa parecer. Isso permite que eu não me arrependa. Que eu ainda aprecie. Que, em geral, eu não sofra.
Eu me sinto crescida. Amadurecida. Não vou dizer “pronta pra outra” porque ainda não readquiri minha sede de intensidade [misturada com a dose majoritária de burrice]. Estou com uma promessa pendente e já vigente. Não pretendo quebrá-la, principalmente, porque a fiz pra mim. Eu levo a sério essa coisa de “promessas”. Apesar de já ter quebrado outras. Bom, mas estas quebrei porque perderam o sentido, o proveito. E já não tinham mais nada a me dizer.
Eu estava em intervalo pra evitar escrever sobre qualquer pessoa que eu devesse esquecer. Hoje, eu me senti pronta. Mas na via das dúvidas, escrevi sobre mim - eu acho que não quero me esquecer.
- Ufa.
Ainda que sem jeito, eu me recebo de volta. Eu acho.

L i s t e n i n g
Pra Rua me Levar – Ana Carolina & Seu Jorge

sábado, 9 de julho de 2011

Preciso voltar. Eu quero.

sábado, 27 de novembro de 2010

Você já se apaixonou por uma estrela?

Ou por qualquer outra coisa que não pode ter? E que não deveria querer? E que não é certo? E que é errado? Ou que simplesmente não pode e ponto? Sem explicação, assim mesmo. Não pode. Você já? Já se apaixonou por uma estrela? E esperou que todos os dias fossem noites só pra vê-la brilhar? Implorando que a luz se perdesse logo para que ela pudesse se mostrar do jeito que nunca deveria deixar de ser? Você já? Desprezou a luz do sol? Se ofendeu com todas essas lâmpadas e velas de brilhos falsos? Preferiu ficar no escuro a se iluminar por qualquer outra faísca que fosse? E passou noites sem piscar os olhos só pra ver sua estrela piscar? Mas, mesmo assim, teve medo de que, se piscasse, se apagasse e não brilhasse mais? E já sentiu revolta e raiva por ter que esperar o dia ir pra poder ver aquela por quem você não sabe esperar? Você já pensou que todas as noites são pequenas demais? Todas elas juntas! Pequenas demais. Você já se apaixonou por uma estrela e por amá-la soube agüentar todas as claras horas que separam vocês? E já se perguntou como podia ter certeza de que aquela, justo aquela!, era a estrela certa? Era a sua estrela? E como fazia pra não perdê-la? E pra encontrá-la? E pra acreditar que ela brilhava pra você? Pra acreditar que, mesmo ao brilhar em outro céu, era por você que ela brilhava? E, dessa vez, como fez pra não deixar a Lua com ciúmes? Como fez pra ela não pensar... Bem, as coisas que qualquer um pensaria? E o que disse às outras estrelas? E o que fez com estas, outras menos afortunadas, para que não se atrevessem a, ao menos, tentar ofuscar a estrela que era tua? O que fez? O que disse aos terráqueos que não acreditaram no seu amor? Você não se importou com eles? Sabia que o foco era uma coisinha brilhante e que era esta que deveria ocupar seu tempo e toda atenção de suas palavras? Que era esta que já não ia se apagar? Sabia que muitas outras tinham se apagado e se convertido num abismo de escuridão? Mas que a sua...
Você já se apaixonou por uma estrela? Eu não.

Conversa de um.


Tinha pensado em algumas palavras. Palavras que eu não posso dizer. Não! São palavras que eu não devo pensar... O que eu faço? Calo e restrinjo minha sanção... À própria moral?
- Que moral? – Cutucou, sarcástico.
O que fazer então com todas aquelas palavras eu não sei. E se eu escondesse que a última coisa que eu pensei antes de dormir era que você é a última coisa que eu penso antes de dormir? E então se eu negar que todas as gotas confusas da chuva, não importa em que ritmo caiam, sempre, aos meus ouvidos, estão sussurrando seu nome, me ajudando a clamar por você? E então se eu fingir que minha memória olfativa suportaria esquecer a essência do perfume que é teu, ainda que senti-lo faça com que esse corpo beire a perda do controle que tanto aprecia beirar? Se eu fingir que não me inebria? Que me faria cair em sono profundo, se, na verdade, não me dispusesse a maior das disposições? E se ao invés de não dizer, não pensar, esconder, negar, fingir, eu realmente não sentir estas coisas imorais? Será que, no fim, isto seria amar menos você? Será que me confundiria em meu próprio personagem? Será que, em algum lugar de mim, não estaria eu mesma te amando como se tudo de mais livre fosse?
- Mas quantas perguntas... – Comentou num tom cansado para que eu não o obrigasse a responder.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Erros são tatuagens na pele da vida.

terça-feira, 13 de julho de 2010

See you later, Vitória.

Cheguei em casa com dores fortes de cabeça. E já sofrendo por uma saudade que ainda vai me assolar. Fomos até a casa da Vitória. Vimos os depoimentos de seus amigos, seus votos de felicidade. Acabamos nos emocionando. E eu, particularmente, já estava emocionada desde o início. Ficamos ali pelo fim da tarde e confesso que minha participação foi discreta, eu preferi apenas observar aquele ambiente armado da luz daquela garota, que logo iria partir e nos deixar por algum tempo. Vimos o vídeo pela segunda vez e pela segunda vez, ela disse que se arrepiou ao me ouvir. Fiquei contente em perceber que passei a mensagem que pretendi. Bom, o fato é que na hora da despedida final, mais uma vez, não me importei em deixar algumas lágrimas caírem. Okay. Não foram algumas lágrimas. Eu chorei razoavelmente.
O fato é que foi o último abraço e as últimas coisas que eu tive pra dizer pra você. Até a volta. Vitória, eu não sei se você vai ler isso aqui, viu. Mas você sabe como eu preciso externar algumas coisas. E eu estou tentando não externar as lágrimas, pelo menos, enquanto externo essas palavras.
Eu realmente fiz toda uma retrospectiva na minha cabeça. Poxa, Vi, quantas coisas eu consegui me lembrar. De quantas eu me dei conta. Lembro de acabar as aulas e ficar esperando com você. Das nossas conversas, você ali, sendo o apoio. Sempre destacando como me achava madura, por mais que sempre me chamasse de Pequena. Lembrei daquele aniversário meu, que passamos na sua casa, no meio da semana, fazendo um trabalho da escola... Das nossas brincadeiras que acabaram sendo meio de mau gosto e te fizeram ficar com medo, chorar. Enquanto eu estava bem, segura, com coragem. Com toda a coragem que eu sempre quis passar pra você. A fase emo que eu comentei no vídeo, então. Acho que até hoje você vê aquilo com um pouco dos olhos da época. Você sempre tão atenciosa, preocupada. E de um jeito tão singular. Que sempre soube ser os ouvidos que um amigo precisa e, ao mesmo tempo, a fala descontraída, a risada contagiante. Enfim, me lembrei de algumas coisas mais. Só que estas já são bem simbólicas pra mim.
Sua viagem já chegou. E não há dúvidas de quanto ela foi merecida. Hoje ao te ouvir falando das coisas que teve que passar na loja... Você vê sua força, Vitória? Sua determinação? Eu vejo. Todos nós vemos. Saiba que muitas dessas lágrimas que caíram são de felicidade. Costumo dizer para os meus amigos que a felicidade deles é muito minha. Vou sentir sua falta e já estou sofrendo por antecipação. Mas estou transbordando felicidade. Essa mesma felicidade que está aí em você.
Quando a saudade apertar, veja o vídeo, tente se lembrar dessas palavras. Mas, principalmente, viva os momentos de lá. Eu quero que você viva intensamente, na Austrália, cada minuto desse fuso horário que vai nos separar por um tempinho. Carpe Diem todos os dias! Eu não consegui dizer que te amo na hora do até logo. Mas é um fato. Eu amo você, Vitória. E de lá mesmo, se precisar de alguma força, lembra que a minha é toda sua! Boa viagem e já estou esperando você voltar.