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sexta-feira, 11 de junho de 2010

Do you wanna play a game?

“E não é que ela tem coração?” foi a primeira coisa que me passou pela cabeça assim que me despedi, contornei o carro e segui pela calçada. Aquele fato já havia sido confirmado anteriormente. E não que eu tenha desacreditado, mas em minha inocente perspectiva, coração e tal conduta não condiziam. Mal podia imaginar que justamente por ter um coração e, logo, usá-lo, desfrutar das mais variadas sensações e sentimentos é que aquela garota caminhava por aqueles caminhos. Caminhos de vários rumos e rumo nenhum.
E entender que o incomum nasce das mais comuns passagens da vida. Entender que um desfecho hoje pode desencadear um recomeço daqui uns... Cinco anos?
A gente nunca sabe quando é que o mundo vai dar a volta completa, e pra ser sincera, dá até pra duvidar que ele dê. Mas ele dá, viu. E mesmo você jurando que por perder daquela última vez, agora a chance só pode ser sua... Bem, talvez não seja bem assim.
Essas escolhas do coração não são fáceis de entender. Nós nunca sabemos se é hora do troco ou se ainda temos mais o que aprender. E aprender pra ensinar. Porque no amor, a gente ensina e aprende; um de cada vez e os dois ao mesmo tempo.
Você me ensinou um jogo diferente. E eu já ficando crente que dava pra ganhar. Eu não sei qual carta eu preciso, nem sei se a tenho. Números no dado eu também nem sonho. Só acreditei que eu tinha aprendido a jogar com você. E aí é que ficou a incerteza: eu aprendi mesmo.
Do seu próprio jogo, comigo você não quer brincar? E eu faço o que agora, se não souber voltar as casas? Não que esse entretenimento tenha sido feito pra mim e eu o adore. Mas já reparou como todo jogo que a gente começa a entender passa a ser o mais agradável e divertido?
As regras do seu jogo não me impedem de sair; na verdade, elas não me impedem de nada. A não ser de algumas bobagens como sentir. Mas que seja. Eu posso sair do seu jogo, se eu quiser. O que não significa que eu vá parar de brincar com você*. Tanto porque do meu a gente nunca brincou. Na minha cabeça, a gente só pára de brincar quando é hora de parar de brincar e entrar em casa. Ou de começar a falar sério. E, no máximo, quando a gente vira gente grande e não pode brincar mais. Bem, quando um desses acontecer é game over. - É GAME OVER?!
Ah!

Você está confuso ou não sabe como jogar nessa rodada. Não avance nenhuma casa ou desista do jogo agora mesmo.”


*Que esteja esclarecido que essa expressão não denota você como um brinquedo. E sim como a dona das mãos que escondem e jogam as cartas pra mim.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Mas

Todo o dia, me levanto sem saber (o que vou pensar)
Pra ser sincera, eu tenho medo, será que vou perder? As suas lembranças me perseguem. Pelos lugares, coisas me seguem (Não deixam me esquecer)

A liberdade me transborda. Estou feliz, dá pra notar.
Viver sem correntes, sem promessas. Ninguém pra me controlar.
Mas isso ta uma confusão, me dá até dor de cabeça,
São coisas do meu coração e talvez passe quando eu cresça.


Eu já não sei se quero amar. Vai que eu não saiba me envolver.
Só que nessa solidão, eu não sou ninguém.
Ter todo mundo e ser sozinho é o mesmo que sofrer. Esse dilema me atordoa.

Tantos pedidos, tantos amores. Algum deles tem que ganhar.
Mas s’é melhor ficar sozinha? Não estar com ninguém, ficar por ficar?
São tantos beijos em mim perdidos. Amanhã não vai ser lembrança.
Me sinto sem rumo, quem sou eu? Será que mereço sua confiança?
Eu já não sei se cansei ou senão há porquê lutar. Foi revogada a minha lei de ao amor eu me entregar.

REFRÃO

Todos os dias, tudo igual, finjo que não está lá. Do que adianta o que eu faço se estou a um passo de me anular?
Eu já nem preciso te estudar, tenho mais é que me entender.
Eu já enjoei de te amar ou aceitei te perder?

REFRÃO

-

Música que eu escrevi quarta, voltando da faculdade. Alterações e melodia pelo Tiago. Passamos muito tempo ensaiando. Está ficando super bonita. E será que dá pra perceber o quanto é pessoal? Que nada, tudo coisa do meu eu-lírico. Eu mesma não sinto nada do que está aí. Aliás, ultimamente, eu não sinto nada. Ser assentimental.
Tem tanta coisa na minha cabeça nesses tempos e, ao mesmo tempo, não tem nada. É estranho estar tão de bem com a vida e com infinitos pensamentos importantes na mente. Mas que bom que eu consigo. Poderia ser pior, então. Mas também eu não poderia falar, nem reclamar de nada. A minha vida é ótima!
Nós vamos gravar e se ficar audível :p, vou disseminar nosso single HAHA

♫♪

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Fascinação

Eu nunca precisei tão pouco e tanto de você.
Eu quase não tenho sofrido; mas, às vezes, parece impossível tentar te esquecer. Sinceramente, não o tento. Você dá um jeito de aparecer mesmo quando deveria estar em outro país... E agora, não que importe, mas é exatamente tudo que eu sempre quis.
A tua sedução teima em ser perfeita. E se mostra na paciência que tem em se revelar.
A solução é que mesmo quando só te espio meia face, para mim, já está claro o porquê de todo esse fascinar.
Passaria a noite toda olhando pra você, descobrindo mais detalhes onde já cansei de olhar. E, na verdade, só me dando mais desculpas, mais maneiras de eu me justificar.
Desde o crepúsculo até a não-esperada aurora, aprecio cada instante, cada brilho que vem de ti, cada tudo que é tão perfeito porque goza da tua hora.
E quanto tempo já tem esse fascínio? Confesso que, às vezes, cedo e digo te amar. Mas é que quando escurece, tudo se submete ao teu domínio e... Quem sou eu pra recusar?
As estrelas ainda te seguem, mas, quem dera!, jamais poderão te acompanhar. O teu brilho indecisão é o que te faz tão singular.
Mais majestosa ainda fica, quando sem estrelas, sozinha reina no breu.
Será que daí de cima ouve o coração que deseja ser teu?
Que a noite passe e meus olhos venham se incomodar.
Que o astro rei domine e deixe-se enganar.
Quem impera em sedução e absolutiza em si a perfeição é a dona desse tão incomparável LUAR.

DA MATA, Amanda.

Teu sorriso prende, inebria, entontece
És fascinação, amor

domingo, 11 de abril de 2010

Fim

s. m.
1. Termo, cabo, remate; conclusão.
2. Extremidade.
3. Morte.
4. Resultado.
5. Escopo, desígnio, alvo.
6. Lóg. Causa.
ao fim e ao cabo: afinal, no fim de contas.
em conclusão: para concluir.
no fim de contas: por último, finalmente.

[Finalmente?] Enfim.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Desfechos

[... E começos?]

Os sentimentos estão lá? Por que não se doem? Nem se manifestam.
“A que ponto chegamos?” – tento responder. Vou na contramão desta resposta. Mas isso porque apenas eu posso agüentar o que ela traz consigo. Peço estar errada. Peço estar em confusão e atordoada por ressentimento. Que seja isso. Seja isso sim!
Ao caminhar desenfreadamente sem rumo e sem pressa, sinto o perfume teu vir me provocar. Me invade o peito – E agora não sei se falo daquele outro que bate ou organicamente de meu pulmão.
Não é mais você o ar que eu respiro? Não quer ser mais aquilo pelo qual bate meu coração?
Fui eu? Foi você. Lutei contra mim, por você. Advoguei em teu nome até me condenar. Então por que hoje se substitui a pessoa que personifica meu ar?
Me ama no peito? Sente, em você, a inundação deste belo sentimento? Então por que não tem jeito? Mesmo depois de passado tanto tempo.
Presumi ter ensinado parte daquilo que julgo ser amor. “Mas amor não se ensina” – Isso, em minha cabeça, é que eu deveria por.
Tenho sono. É cansaço? É enjôo? O que é mal cansa. O que é bom enjoa. O contrário de ambos também vai acontecer e não importará o quanto doa.
Quando a árvore de decisões parar de crescer será tarde demais. Dali virão apenas frutos – conseqüências. A vontade mais profunda pede que os caminhos se traduzam em paz. Que tudo que cair dali alimente e dê a medida exata da satisfação. Ironia: pedido tão simples que não se realiza nem à base de oração.
Perdão, meu deus, comi da árvore proibida – das decisões. Soube amar, mas não soube ser amada – Não daquela maneira. E vejo que os galhos – ou decisões, se preferir - foram configurando um desfecho. Me alimentei, egoísta, desta árvore. Os galhos agüentarão minhas medidas?
Árvore proibida. E gula... Pela própria árvore.
- Deus, vai me tirar do paraíso submundo do amor?! Ou só me flagelar de fome... De amor?
Minhas punições? Meus julgamentos tão inferiormente divinos? Que a sanção escolhida seja a que for. Insisto em não arrepender-me de ser leviana, pagã e mundana. Cada deslize foi em nome do amor. Que meu hedonismo não me abandone nem em morte. E que no vale das sombras eu caminhe sobre minhas próprias pernas, longe de precisar da fé que outros julgam ser sorte.


Sozinho - Caetano Veloso/ Olhos Certos - Detonautas/ Nada por mim - Kid Abelha

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Agonia.

Eu me tranquei no quarto e coloquei uma música que me lembra você.
Revirei suas lembranças, mesmo depois de todas eu abdicar.
Mas isso não é justo.
- Mais injusto ainda é não poder te amar.
Eu quis ter uma epifania. Encontrar um êxtase pra ter. Não sabia se de felicidade ou se era mais certo o de sofrer.

Eu não sei com que direito, te tomei tanto assim pra mim...
Porque agora é inevitável, penso mais em você do que nesse inacabado fim.

E agora quantas besteiras? Nossas vidas parecem correr.
Mas é incrível porque sinceramente sei me alegrar, mas ainda sei bem como é sofrer.

O mais irônico é que nada disso importa. Pela primeira vez desde que cedemos a essa ilusão, estamos mais distantes do que nunca; nem se quiséssemos e gritássemos, ouviríamos algum perdão.

Nós nos deixamos? Você parou de me amar? Responda!
Mas não me pergunte, vou falhar, porque agora eu só sei não saber.

Te juro que acho engraçado a maneira como não me foco em você quando estou acordada, mas é só fechar os olhos que meu inconsciente vem me pregar essa armadilha premeditada. Mas é claro que meu cérebro me vence, oras, se me vence meu próprio coração. O problema não é o problema, o problema é não ver a solução.

Confesso também que desconheço suas decisões. Admito que até fiquei feliz quando soube que não se desfez de certa lembrança minha. Mas eu não sou boba. Você vai agüentar tudo isso sozinha.

Revirei de novo tua vida, e vi algo que da última vez espancou-me de ciúmes. Eu li de novo. Encarei o nome. Encarei sem medo, desta vez, aquele nome que um dia foi faísca para uma combustão de ciúme. Então parei. Fitei meu próprio interior agora. E aquele ciúme? Foi embora. Alívio? Satisfação? Prazer? Inconformidade? Incompreensão? Não, nenhum desses. Só aquela agonia do começo. Perdão, minto. Agonia do começo não. Agonia de sempre.


DA MATA, amanda.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Que ironia, Vida. Que ironia.

Eu diria que chegou a ser engraçada a forma como os fatos se relacionaram; mas quando o assunto morte envolve-se a qualquer outro, não há como julgar nada engraçado. A verdade é que nem sério se encaixa. Talvez o termo seja triste mesmo. Eu não sei. O que me invade é a inconformidade. Inconformidade com a morte. Ah, sim... A ironia:
Terça feira comecei a ler A Cabana, um livro de ficção que fala, em suma, sobre Deus. Um enredo, onde um homem perde sua filha caçula, Missy, para um possível assassino em série de meninas, do perfil da garotinha. Com o desaparecimento e morte da filha, Mackenzie, o pai, se vê bombardeado por dúvidas e questionamentos. Apontando em Deus, erros e falhas, como permitir a morte sem sentido, sem culpa, de sua tão amada filha.
Aí é que está. Achei irônico. Estar lendo um livro com essa temática e um caso de morte sem sentido abater-se sobre a família; um assassinato. Numa tarde comum, você sai até a rua, procurando sua mãe. E a encontra. Estirada no chão. Perfurada na cabeça, no peito. A menina segura o corpo da mãe, pelos braços. E implora: ‘Mãe, levanta! Levanta, mãe!’.
Será que a intensidade do pedido causada pela dor da filha, agora desolada, teve alguma serventia? Será que comoveu Deus? Será que os gritos foram tão altos que a mulher pôde levantar-se do sono da morte e refugiar-se em casa? Não. Não pôde.
Não me levem a mal. Não estou querendo cutucar as crenças dos outros. Nem incitar o questionamento de se Deus existe. Ou ainda como ele, mergulhado em seu amor genuíno de pai, pode permitir a morte fria de seus filhos. Desculpem. Mas a verdade é que eu não sei o que estou querendo. A morte me abate de uma maneira. Eu fico... Lesada.
Bom, o livro justifica essa permissão no fato de esse ser um mundo que não está, de fato, nas mãos de Deus. E, como eu já estudei sobre esses conceitos, compreendo essa visão.
Mas perder é uma coisa tão inaceitável. A morte dá um desespero. Ainda que seja o descanso eterno. Ainda que quem morra esteja melhor do que quem vive nesse mundo onde nos sujeitamos ao risco de morrer inconseqüentemente, todos os dias. Eu preciso crescer. Mas não sei se crescer me permitirá aceitar melhor esse tipo de perda. E, agora, isso causa tanta confusão na minha mente. Como se não bastassem minhas próprias dúvidas, isto é, as que já cultivo.
Deus. Vida. Morte. Justiça? Impunidade. Consciência? Direito. De que me adiantará persuadir em nome de quem quer que seja? Não vou ressuscitar ninguém.
Eu queria entender. Ou não. Talvez, eu já entenda. O que me falta, hein? Deus? Pode me responder? Sinto respostas que só podem ter vindo de mim. E eu vou terminar essa leitura e discutir comigo mesma tudo o que me vier à mente. Mas e depois? Será que eu vou estar... Conformada? E eu nem sei se quero ser conformada. Percebi que hoje não tenho convicções. Sou dúvidas. E, portanto, não sei nem como terminar.

LUTO. Lena, você não foi perfeita - Quem é, afinal? -, mas deixou uma filha, sua mãe e seus familiares que com certeza, independente de suas imperfeições e qualidades, sentirão sua falta; e já a sentem. Não, você não pode me ouvir, nem acessar meu blog. Estou falando comigo mesma. Ou será que Deus está me ouvindo? Mais uma vez: eu não sei.

http://home.dgabc.com.br/default.asp?pt=secao&pg=detalhe&c=1&id=5782964&titulo=Mulher+e+assassinada+em+frente+de+casa+em+Maua