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terça-feira, 26 de julho de 2016

Träume

Sonhos são lembretes do que você não tem. 
Portanto, sorrateiros pesadelos, igualmente capazes de te assombrar.
Passando pela vida, penso muito sobre o que a gente sonha, pensa, esquece.
O que será que há nas entranhas do que passa na cabeça da gente que define seu destino. Bem, não sei. 
Fato é que, tem uns dias, tenho tido sonhos que giram em torno do mesmo sol. Não são pesadelos. São, pois, prazerosos. Mas me perturbam do instante em que sonho ao infinito depois no qual me lembro.
Culpa de quem? O que há, então, nas entranhas do sonhador que o faz sonhar reiteradamente uma coisa? Mas não qualquer coisa. Uma coisa que não quer. Nem sequer desquer porque, quando acordado, nem ao menos pensa naquilo. Não vislumbra, não deseja, não inflama que lhe acometa.
Mas quando sonha é um pecado tão querido, daqueles que a gente faz que não, mas por dentro suplica que sim, suplica que, no mínimo, venha o diabo fazer pecar forçadamente - e, assim, livrar da culpa. Mas não da culpa de sonhar. Essa culpa eu não sei a que conta entrego. E nem a tentação do diabo paga.
Que coisa maluca.
Eu não quero querer o que em sonho quero. Se são lembretes do que não tenho, mande constar que falta não está fazendo. 
Se nada bastar, que bastem os sonhos. Porque eu não quero sonhar pesadelos. 

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