terça-feira, 18 de novembro de 2008

Direito.


Engraçado como as pessoas pedem para ser o que somos realmente. Acontece que certamente muitas delas não aguentariam. Se já não aguentam agora...
Eis que não se trata de uma questão de falsidade e sim de saber viver. Ninguém tem a obrigação de sair divulgando ao mundo suas verdadeiras facetas, muito embora eu discorde daqueles que escolhem semear biografias irreais. Quero dizer, você não está errado quando opta por guardar somente para você algo que julga somente seu... Uma dor, um segredo. Mas é tremendamente estúpido quando além de decidir esconder algo, cria um conto sobre aquilo... Uma mentira, uma história. Não sei se estou colocando claramente minhas idéias...
O que quero dizer também é: Se você prefere que as pessoas sejam realmente verdadeiras, seja alguém apto a aceitar as verdades alheias. Oras, como espera que alguém lhe conte um segredo que será recriminado? Mesmo que você não recrimine nada, policie-se também para guardar para si aquele olhar torto de decepção ou de surpresa negativa.
Confiança não tem nada a ver com isso, não se trata de cogitar que o segredo será editado ou que todos acabarão sabendo e, sim, que, instantaneamente no momento em que for contado, algo já estará errado, algum sentimento irá se colocar incômodo, na verdade, desacomodado dentro de si, como se algo íntimo demais fosse violado. Abrir-se para o outro é um direito que a amizade – e relações em geral - nos proporciona e não uma obrigação.

‘Depois de algum tempo você aprende a diferença, a sutil diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma’. - William [FODÃO] Shakespeare.

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Por favor, não vá se dar o luxo de achar que esse post foi feito pra você. Mas já que está aqui, uma auto-avaliação ou uma simples reflexão não nos faria nada mal.

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